Ê Goiânia!

Ê Goiânia!

Lembro com saudade de ver nas provas ou escrever no caderno antes de começar alguma atividade escolar,

Goiânia, ___ de __________de _______.
Sempre tive uma sensação linda da minha cidade, desde a infância, quando retornava das viagens os olhinhos estrelados junto há janela, cuidando para não perder as primeiras luzes despontarem no horizonte.
Que sensação inconfundível de sentir os aromas que não estavam no ar, mas na minha saudade.
Vendo por entre nuvens, olhando para as estrelas, quando a escuridão é vencida pelo brilho do amor.
Que lugar bonito que suavemente nos embala, pequena e cheia de braços, chamada Goiânia.
Andar por suas ruas, garimpar atividades culturais, passear no parque e terminar o dia entre flores e amores.
É preciso ver além né?
Vida simples e charmosa.

O desinteressante que encanta, que se precisa de muito pouco para ser feliz.

A cidade que acolhe, mistura, dá voz e que se cala para ouvir os sons dos pássaros que invadem os dias, com seus relógios desregulados, nos arrancando das camas.
Bom, que nos acordem antes que ela se despeça, para que possamos, por mais uns minutos, nos encantar.

Goiânia é a cidade que permite, que oferece e que muitas vezes nega.
Às vezes suja, descuidada, com áreas em ruínas, outras tão violentas.
Mas ela é plural, como os sons daqueles que vagueiam por suas noites, que se embalam nos balanços das praças.

Lugar de gente singular, com um sotaque bão e que às vezes, surpreende.
Os encantos se transformam com o tempo, envelhecem, perdem um tanto do gracejo de outrora, mas continua nas sensações e prazeres que nos causam.
Nas cidades, assim como as pessoas…
O que importa é mantermos os braços sempre abertos para os abraços, para a compreensão e para a felicidade.

Gratidão Goiânia.
Pelos amores que me trouxe e que me fazem melhor, mais leve e menos breve.


Namastê!

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