Se me perder, perco tudo.

Se me perder, perco tudo.

“Mar calmo nunca fez bom marinheiro”.

Antes de nos tornamos bons marinheiros, aprendendo a navegar apesar das circunstâncias, nós quase nos afogamos. O barco enverga, a ponto de quase afundar, engolimos muita água e, por fim, saímos exaustos. É uma luta não apenas contra os problemas, mas, principalmente, contra nós mesmos. Uma batalha interior difícil e desafiadora.

Haverá tremendas tempestades dentro da gente, ondas intensas, agitadas, onde o descontrole vai aparecer e temos a certeza de que nosso barco não vai aguentar.

Mas, seguimos. Seguimos acreditando e tentando nos preparar caso o barco vire e tenhamos que nos virar no meio das ondas que batem entre si e parecem que vão nos submergir.

Todos os medos aparecerão e nesse momento não vai haver ajuda de ninguém. Será apenas você mesmo, sua mente e sua própria capacidade de resistir.

A vida está o tempo inteiro nos dando sinais. Nos dizendo se estamos no caminho certo ou se nos desviamos.

É preciso recalcular a rota e voltar a se conectar. Quanto mais conectado, mais fácil tudo parece ficar.

Não precisa mudar tudo de uma vez. É uma coisa de cada vez. Um dia de cada vez.

A vida precisa de ordem. Ordem traz clareza. E clareza faz com que ela flua livremente, sem resistência e com a mente aberta.

É preciso reconhecer nossos limites e a hora de parar. Não tenha vergonha de pedir ajuda, muito menos de reconhecer que não está sabendo lidar. Viver também é um caos e ninguém é obrigado a administrar tudo.

PERMITA-SE!

Ouça conselhos, mas entenda que ninguém sabe melhor de você do que você mesmo. Dê um tempo, recolha-se, distancie-se se necessário, e se reconecte. Agora as coisas não fazem sentido mesmo, mas nada acontece por acaso. Dores são ensinamentos, é meio que uma forma abrupta da vida nos incentivar a evoluir.

Tudo ficará melhor quando você der a partida. É preciso nadar de volta à superfície e quando você emergir, já não encontrará as mesmas ondas de antes. Comece a construir seu barco sozinho, sem muitas instruções externas.

Meu barco por exemplo, ainda não está pronto, mas está melhor e mais resistente que o anterior.

Não desista. Não abandone o leme e continue sempre navegando.

Depois da ressaca, vem o mar calmo e tranquilo.

Mesmo que demore, mesmo que machuque, chegaremos a ilha mais próxima, ao porto seguro, ainda mais fortes.

O barco vai ficar por um tempo, seguro no porto, mas não é para isso que ele foi feito.

Navegue sempre em outros mares.

Se nos perdemos de nós mesmos, perdemos tudo.

Namastê!

2 Responses

  1. Lendo seu texto percebo a profundidade de suas palavras, sinceras e certeiras. Nos remete ao desafio de seguir em frente, mesmo que em situações adversas. Usando o mar como inspiração, me fez recordar uma obra de Ernest Hemmingway, chamada o Velho e o Mar. Para mim, uma das melhores obras literárias . E encaixa muito bem com o que vc descreve em seu artigo. Em uma das passagens do livro, o autor assim escreve: “…Cada dia é um novo dia. É melhor ter sorte. Mas eu prefiro fazer as coisas sempre bem. Então, quando a sorte chegar, estarei preparado…”
    Logo, independente da sorte, prepare-se e faça o seu melhor. E faça-o com a leveza e o equilíbrio interior de modo que vc possa elevar sua vibração, agindo positivamente na tarefa que terás que desempenhar. Na vida, o importante é saber que a força vem de dentro. Obrigado pelo ensinamento e por compartilhar!

    1. Eu que agradeço pelas palavras Apoena. Excelente citação. Gratidão por acompanhar meu trabalho. Namastê e a admiração é recíproca.

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