“Nosce te ipsum” – “Conhece-te a ti mesmo”.

“Nosce te ipsum” – “Conhece-te a ti mesmo”.

A frase completa é: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”.

Na filosofia socrática o “conhece-te a ti mesmo” se tornou uma espécie de referência na busca não só do auto-conhecimento, mas do conhecimento do mundo, da verdade. Para o pensador, conhecer-se é o ponto de partida para uma vida equilibrada e, por consequência, mais autêntica, feliz e em paz.

Como o autoconhecimento não é uma tarefa fácil, uma parcela significativa da humanidade prefere se debruçar à janela para espionar ou encontrar defeitos no outro. É muita pretensão de alguém usar as pessoas como alvos de seu olhar e sua língua quando pouco ou quase nada, sabe de si mesmo.

O autoconhecimento é uma profunda investigação interna de características, desejos, medos, habilidades e sonhos. Não é apenas saber o que compõe nossa personalidade, mas também as virtudes e os elementos sabotadores que podem estar escondidos.

A maturidade não é um desdobramento natural do tempo vivido, e sim resultado da vontade, do esforço de cada indivíduo em conquistá-la. Exatamente por isto é possível encontrar pessoas vazias em plena velhice e, ao contrário, mentes sábias no auge da juventude.

Esse estudo interno denso é determinante para que saibamos atuar como dono das próprias decisões e escolhas e para que sejamos condutores do próprio caminho. Só dessa maneira, é possível direcionar forças para evoluir e caminhar ao encontro do que você tem de melhor e a transcender os pontos que precisam ser aperfeiçoados.

Uma frase escrita por Antoine de Saint-Exupéry, define bem a necessidade de entender a si mesmo: “É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros”.

A autocorreção de características sabotadoras só é possível quando há esse entendimento. Sem ego e com humildade é possível encontrar o que há de errado em nós.

Aprofundar a forma que olhamos para nós mesmos, porque cada ser humano tem uma dualidade própria, construída a partir dos seus valores, crenças e experiências de vida. Olhar com clareza é reconhecer qual é o seu limite e quem você é de verdade. É algo transcendental, porque você sai da superficialidade e mergulha profundamente em sua essência, nas suas maiores capacidades e limitações, e te ajuda a não colocar a culpa nos outros.

Se questionar também é muito importante: “Quem sou eu?”, “Por que o mal existe?”, “O que é a vida e o que posso fazer dela?”, “Qual o sentido da minha existência?” e “O que posso deixar de bom para as pessoas que convivem comigo?”, “Quais e como são minhas atitudes e reflexos?”, “Qual é a postura que tenho nas mais diversas situações?”,  “O que causa felicidade, amor, tristeza, euforia e raiva em mim?”, “O que me faz levantar todas as manhãs”?

É preciso conhecer a si mesmo para não perder-se. Claro que você não vai encontrar toda verdade em si mesmo, mas, pelo menos, a única verdade capaz de salvá-lo.

Use a seu favor e vá além!

Namastê!

 

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